A chegada dos agonistas do receptor de GLP-1 transformou o tratamento da obesidade. Conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, medicamentos como a semaglutida e a tirzepatida — esta última com ação também sobre o GIP — atuam sobre mecanismos envolvidos na saciedade, na ingestão alimentar e no metabolismo, e podem facilitar uma redução significativa da ingestão energética e do peso corporal.
Mas existe uma questão que merece cada vez mais atenção: quando o peso diminui, o que exatamente está sendo perdido?
Em um processo de emagrecimento, especialmente quando a ingestão alimentar é reduzida de forma importante, não basta acompanhar apenas o número na balança. A preservação da massa magra, da força e da funcionalidade também precisa fazer parte da estratégia.
É nesse ponto que a nutrição ganha um papel fundamental.
O efeito dos análogos de GLP-1 vai além da balança
Os agonistas de GLP-1 reduzem o apetite e aumentam a saciedade. Para quem apresenta obesidade, isso pode representar uma importante ferramenta para controlar a ingestão energética e favorecer a perda de peso.
Por outro lado, a redução do apetite também pode tornar mais difícil atingir as necessidades nutricionais diárias. O que muda na alimentação de quem usa canetas emagrecedoras?
Menos fome pode significar
● Menor ingestão total de alimentos;
● Menor consumo de proteínas;
● Redução da variedade alimentar;
● Dificuldade para atingir necessidades de micronutrientes;
● E, dependendo do contexto, maior desafio para preservar a massa magra.
Por isso, a terapia medicamentosa não deve ser analisada de forma isolada. Uma abordagem mais completa combina tratamento farmacológico, alimentação adequada, atividade física e acompanhamento individualizado.
A pergunta não é apenas “quanto peso foi perdido?”
Uma revisão narrativa publicada em 2025 discutiu justamente esse ponto: como estratégias nutricionais podem complementar a terapia com análogos de GLP-1 no tratamento da obesidade.
Entre os principais pontos discutidos estão a importância da ingestão adequada de proteínas, do treinamento resistido e de estratégias capazes de favorecer a preservação da massa magra durante o processo de perda de peso.
Isso muda a perspectiva. O foco deixa de ser apenas o quanto a balança desce ao longo do tratamento com as canetas emagrecedoras e passa a incluir a
composição do que foi perdido.
Proteína: um dos pilares da estratégia
Durante a perda de peso, a ingestão adequada de proteínas é especialmente importante. A proteína fornece aminoácidos necessários para a manutenção e renovação dos tecidos e, associada ao treinamento resistido, contribui para o estímulo à síntese proteica muscular.
No contexto de terapias que reduzem o apetite, como a semaglutida e a tirzepatida, atingir a quantidade necessária pode ser um desafio para algumas pessoas.
É por isso que a estratégia nutricional precisa considerar não apenas quanto a
pessoa come, mas também a qualidade nutricional do que consegue consumir.
E é nesse cenário que diferentes fontes proteicas e suplementos podem assumir
um papel complementar.
Onde entram os peptídeos de colágeno na estratégia
com análogos de GLP-1?
Os peptídeos de colágeno são diferentes das proteínas tradicionalmente utilizadas como principal fonte de proteína dietética. Eles apresentam um perfil de aminoácidos característico, com elevada presença de glicina, prolina e hidroxiprolina, e vêm sendo estudados por seus possíveis efeitos sobre tecidos como músculo, tendões e matriz extracelular.
Entre as pesquisas citadas na revisão, estudos com peptídeos bioativos de colágeno associados ao treinamento físico encontraram resultados relacionados à composição corporal, massa livre de gordura e força muscular em determinados grupos.
Isso não significa que o colágeno deva substituir proteínas completas da alimentação. O papel dos peptídeos de colágeno é complementar.
BODYBALANCE®: uma estratégia complementar
É nesse contexto que o BODYBALANCE® pode ser apresentado. Em um cenário de ingestão alimentar reduzida, como o de quem usa canetas emagrecedoras, fontes proteicas complementares ganham relevância prática. Trata-se de um
ingrediente composto por peptídeos bioativos de colágeno, estudado em diferentes contextos relacionados à composição corporal e ao tecido musculoesquelético.
Em estudos clínicos, a ingestão de peptídeos específicos de colágeno, especialmente quando associada ao treinamento resistido, foi relacionada a adaptações favoráveis em parâmetros de massa livre de gordura, força e tecido conjuntivo.
Um estudo recente, por exemplo, investigou 15 g/dia de peptídeos de colágeno durante 12 semanas em associação ao treinamento resistido e observou aumento do conteúdo de colágeno tipo I no músculo esquelético.
Esse resultado é interessante porque amplia a discussão sobre músculo. Preservar massa muscular não significa olhar apenas para a quantidade de proteína ingerida. Também é importante compreender a estrutura e a remodelação dos tecidos que sustentam a função muscular.
Da estratégia para a rotina
Entre entender a estratégia e executá-la todos os dias existe uma distância, e ela costuma ser maior justamente quando o apetite está reduzido. Preparar uma refeição proteica completa em um dia de pouca fome é uma barreira concreta.
O Body Peptides da Welz foi pensado para esse tipo de intervalo. São 15g de proteína de peptídeos de colágeno por lata, com 67 kcal, zero açúcar e zero lactose, em formato de bebida gaseificada. Ele usa a tecnologia BODYBALANCE®, o mesmo ingrediente discutido neste texto.
Não substitui refeições nem as demais fontes proteicas da alimentação. O papel é complementar, como toda a literatura citada aqui indica, e a decisão sobre como encaixá-lo deve fazer parte do acompanhamento nutricional individualizado.
Porque a gente acredita que a estratégia que funciona é a que cabe no seu dia.
Referências:
IAS DD, VASCONCELOS AR, SOUZA ACR, et al. Nutritional Approaches to Enhance GLP-1 Analogue Therapy in Obesity: A Narrative Review. Obesities. 2025;5(4):88. JERGER S, NIELSEN JL, CENTNER C, et al. Specific collagen peptides supplementation increases collagen type I content in skeletal muscle after 12 weeks of high-load
resistance training: a randomized controlled trial. Frontiers in Physiology. 2026;17:1839695.